Malvado favorito em dose dupla

Qual o segredo de uma franquia de sucesso? Como não errar na sequência de uma história que todos amam? A Illumination assumiu riscos outra vez e investiu na família Gru em Meu Malvado Favorito 3. Maaaas, será que essa produção infantil já não está perdendo a força, depois de tantos desdobramentos já explorados nos filmes anteriores e até na expansão narrativa feita em Minions (2015)? Só dando uma espiada nas telonas para descobrir.

O primeiro longa, lançado em 2010, trouxe o nosso querido anti-herói, Gru (voz de Steve Carell / Leandro Hassum), um vilão mal humorado e todo cheio de si, mas mega atrapalhado. Ele acaba usando três órfãs para por um plano maluco em prática e, como se pode imaginar, acaba se derretendo por elas. O público amou!!! Então, em 2013, Meu Malvado Favorito 2 trouxe os desafios de Gru como pai das meninas, na correria com os serviços domésticos, o novo emprego – virando um mocinho de verdade, membro da Liga Anti-Vilões – e abrindo o coração para um amor feito sob medida, Lucy (Kristen Wiig / Maria Clara Geiros).

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Sendo assim, no primeiro, fomos apresentados a um personagem pra lá de complexo, que representa as contradições humanas. No segundo, ele dá uma “amolecida” e se torna muito mais mocinho que vilão – o super favorito – com sua “nova família feliz”. E na versão 3.0, o que nos aguarda?

Os roteiristas Cinco Paul e Ken Daurio tiveram quatro longos anos para pensar em como nos surpreender. Contudo, o resultado final não teve tanto fôlego. Preguiça? Confiança no carisma dos personagens? Fadiga natural do que já se tornou conhecido? Não sei dizer. O fato é que esse terceiro filme é mais fraco que os anteriores. Não chega a ser uma catástrofe completa, calma! Só não envolve tanto quanto.

A aposta dessa vez foi trazer um antagonista todo trabalhado nos anos 1980. Balthazar Bratt (Trey Parker / Evandro Mesquita) foi um astro de seriado televisivo quando era criança. Maaas, como o tempo não fica paradinho para ninguém, ele cresceu e a fama escorreu pelo ralo. O problema é que o menino não superou isso muito bem e continuou com uma baita fixação pelo personagem, arquitetando uma vingança super dramática contra Hollywood – incluindo reproduzir uma das cenas vividas por ele como o Evil Bratt da TV. O casal Gru e Lucy, que continuam trabalhando na AVL, são recrutados para dar um basta nisso. Entretanto, nós todos conhecemos o quanto eles são atrapalhados e cheios de métodos nada convencionais para espiões. Então, acabam sendo demitidos por fracassarem em capturar o tal vilão da vez.

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Bratt é engraçado e pura nostalgia (muito brilho, chiclete, cabelão e ombreiras), o que indica que deve estar fazendo muito sucesso com a geração anos 1980 – a trilha sonora que o acompanha é o máximo, diga-se de passagem! Além disso, ele evoca uma questão bastante corriqueira: os astros-mirins que estouram na mídia e depois acabam se afundando por diversos motivos. Por que não explorar melhor esse ponto?

De maneira meio abrupta, caímos de paraquedas na novidade de que existe um irmão gêmeo do nosso favorito, chamado Dru. Eles são tipo o Yin e Yang chinês – aliás, é exatamente essa a referência visual que a produção utiliza. Sinceramente, gostaria de ter visto um exploração melhor dessa parte. [SPOILER] Por exemplo, eles cresceram separados por conta dos pais (um acordo maluco de que cada um ficaria com um dos gêmeos). Por conta disso, foram vistos como fracassados por seus pais a vida toda, já que não atendiam às expectativas, mas, poderiam ter sido “filhinhos perfeitos” caso os papeis fossem invertidos ou tivessem vivido juntos.

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O novo capítulo na família Gru é interessante – porém, desenvolvido superficialmente. Faltou emoção. Faltou conexão. Faltaram as viradas com as quais estávamos acostumados, as cenas apaixonantes, um conflito realmente bem elaborado e uma evolução relevante dos personagens. As melhores partes acabaram ficando por conta dos Minions. Embora nos filmes anteriores também tenham se destacado, eles compunham um todo interessante. Dessa vez, eles roubaram mesmo a cena, foram pequenos pontos altos nessa animação que poderia ter sido um estouro, mas foi mal construída.

Para quem ainda não viu o trailer:

downloadTítulo original: Despicable Me 3

Gênero: Animação

Lançamento: 2017

Direção: Pierre Coffin e Kyle Balda

Produção: Chris Meledandri e Janet Healy

Produtoras: Illumination Entertainment e Universal Studios

Sequência de: Meu Malvado Favorito (2010) e Meu Malvado Favorito 2 (2013)

Stars: 3

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