Quando mexem na sua produção favorita…

É revolta na certa. Não tem a ver com “fidelidade ao original”, quer dizer, até que tem a ver também [risinhos nervosos]. Afinal, quando realmente gostamos de algo, aquilo tem um lugarzinho especial no nosso coração e, dificilmente, uma nova produção poderá superar o encantamento e o brilho da “primeira vez”. Dito isso… Vocês poderão entender minha taquicardia ao descobrir que a Lionsgate TV resolveu fazer um remake de Dirty Dancing (1987)*. Esse ultraje [tudo bem, vou tentar pegar mais leve] foi ao ar em 24 de maio nos Estados Unidos (pela ABC), porém, ainda não há previsão de estreia no Brasil.

Quem aqui pode dizer que nunca assistiu Ritmo Quente (tradução feita por aqui) na Sessão da Tarde, pelo menos uma vez? Sério, quantos de vocês não passaram horas com os olhinhos brilhando vendo o amor de Baby (Jennifer Grey) e Johnny (Patrick Swayze)? Piegas, clichê, água com açúcar. Chamem do que quiserem… Mas, cuidado! É um dos meus filmes favoritos. E, sim, eu já assisti umas 5 milhões de vezes, tenho o DVD em casa e até posso falar o texto junto com os personagens, na maior parte das cenas.

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A química durante a música Mickey and Sylvia-LoverBoy foi às alturas!!!! Com certeza, minha cena mais que favorita.

Então, eis que estou rolando minha timeline e vejo essa história de refilmagem. Palpitações instantâneas! Dirty Dancing não é apenas um clássico, é o meu clássico… É o meu queridinho! Como assim, querem refazer? Refazemos aquilo que não ficou bom da primeira vez ou quando queremos explorar novas perspectivas, novos plots… Por que fazer isso com algo perfeito????? Pois é, não demorou mais do que um segundo para eu virar a fã histérica, procurando tudo e mais um pouco sobre esse novo filme.

Well, well… E não é que já fiquei brava assim que vi o elenco? [Típico de fã, eu sei]. Mas vocês terão que concordar… A química entre Jennifer Grey e Patrick Swayze é de arrasar corações! Tanto que os levou ao estrelato. Porééém, eles colocaram a “Pequena Miss Sunshine” (2006), Abigail Breslin, para interpretar Baby e um tal de Colt Prattes para fazer o Johnny. Come on!!! Nem precisamos assistir para ver a perda significativa no impacto. Fica a dica, viu? Não adianta trazer gente famosa, como Debra Messing, para interpretar a mãe das moças Houseman – ainda que ela tenha feito Will & Grace (1998-2006) e Muito Bem Acompanhada (2004) que eu adoro – isso não vai acalmar os verdadeiros fãs [#resistência].

 

Para fechar com uma facada no coração [dramática mesmo!], descubro que a equipe (diretor, produtores, roteiristas, etc.) dessa versão de 2017 decidiu apostar em diferenças significativas entre as produções. Mexeram na parte do salto na água (uma das cenas mais marcantes), fizeram uma espécie de musical (até I’ve had the time of my life foi interpretada pelo casal nesse longa) e, ainda, uma catástrofe ao final, mostrando como estão as coisas 12 anos depois da noite em que Johnny diz o célebre “ninguém coloca a Baby num canto”.

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Eu ainda não assisti nada além do trailer e, muito provavelmente, quando tiver essa oportunidade, serei aquela chata/insuportável dizendo “mas não era assim”, o tempo inteiro. Vou reclamar mesmo e não vou gostar de nada mesmo! [#prontofalei] Tudo isso porque, como eu disse no início, não é fácil aceitar quando mexem em algo que gostamos demais. Sei que é um comportamento possessivo, mas, vivam com isso. Afinal, todos temos livros, filmes, séries, HQs, autores de cabeceira. Então, se você me achou exagerada é porque ainda não fizeram um remake, adaptação ou qualquer coisa da sua obra favorita [hunf]. Não peço fidelidade a Dirty Dancing, só queria que nunca tivessem mexido do meu filme. The end.

 

* Caso você jamais tenha ouvido falar em Dirty Dancing (1987), aí vai uma breve sinopse: o filme conta a história de uma jovem de família rica que viaja com os pais e é surpreendida por um sentimento avassalador pelo instrutor de dança do hotel em que está hospedada. As discussões envolvem a dicotomia entre ricos e pobres e outras cositas mas. O longa foi um sucesso da época, faturando US$ 213 milhões (detalhe: custou “apenas” US$ 6 milhões). A produtora Lionsgate TV até tentou fazer uma espécie de continuação em 2004, Dirty Dancing – Noites de Havana, mas, não rolou [por que continuar insistindo, gente?].

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Lançamento: 2017 (Estados Unidos)

Direção: Wayne Blair

Produção: Allison Shearmur, Stephen Meinen e outros

Produtora: Lionsgate Television

Distribuidora: ABC Studios

Refilmagem de: Dirty Dancing (1987), de Eleanor Bergstein

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