Vamos falar sobre suicídio sim!

13 Reasons Why é mais uma série original da Netflix que deu o que falar. Tem gente que adorou. Tem gente falando mal sem ter assistido [as usual]. Tem gente que assistiu e não gostou. Tem gente que está de mimimi, oferecendo desserviços às pessoas com informações erradas ou que foram apropriadas de modo inadequado. Tem gente culpando a série por ondas de suicídio (como o “jogo” Baleia Azul). Tem gente confundindo tudo e falando um monte de bobagens. Tem especialistas sérios [e outros nem tanto] discutindo as possíveis repercussões… E por aí vai.

O fato é que ser adolescente nunca foi, não é e nunca será fácil. Há quem diga que é a melhor fase da vida e, em certo sentido, é ótima sim. Contudo, também é uma etapa extremamente complicada, de mudanças e enfrentamentos. Todos já passaram por isso, estão passando ou ainda passarão. Alguns conseguem lidar com a pressão e outros (por um milhão de fatores) não dão conta. O importante, na minha humilde opinião, é discutir questões super relevantes no que diz respeito à juventude e, quem sabe, incitar a reflexão sobre comportamentos, visões de mundo, etc.

Resultado de imagem para 13 reasons why jay asher book coverDuvido que você não tenha, ao menos, ouvido falar dessa produção… Maaas, para o caso de não saber do que se trata… Tudo começou em 2007, com o lançamento do livro homônimo de Jay Asher (foto ao lado). Este ano, a Netflix resolveu adaptar a obra que, em linhas gerais, evoca várias discussões, partindo do suicídio de uma garota de 17 anos, chamada Hannah Baker (Katherine Langford). Antes de morrer, ela gravou algumas fitas explicando os 13 motivos que a levaram a tomar tal decisão extrema. Isso porque, para ela, esses motivos têm rostos, nomes e sobrenomes, de modo que cada lado das fitas cassete se refere a uma pessoa e/ou situação que teria contribuído para “atormentar” Hannah emocional e fisicamente. Nós temos acesso às gravações a partir do momento em que elas chegam às mãos de Clay Jensen (Dylan Minnette), um garoto que estudava com Hannah e era apaixonado por ela, mas, não teve coragem de revelar seus sentimentos enquanto era tempo. Em meio a essa linha mestra, a série vai discutindo temas como bullying, violação de privacidade, assédio, estupro, aconselhamento estudantil, uso de drogas, a forma como as relações se dão no ambiente escolar, etc.

Usando como inspiração a ideia de Hannah em gravar as fitas, vamos apontar 13 razões pelas quais vale a pena assistir essa série. Se você já leu tudo de polêmico que estão falando por aí… Calma! Nos dê uma chance e vamos te mostrar alguns pontos positivos e negativos dessa produção. Ahhh, um aviso, contém alguns SPOILERS. Então, leia com cuidado, caso ainda não tenha assistido.

1- SUICÍDIO É ASSUNTO SÉRIO: muito se falou sobre as “irresponsabilidades” dos produtores na forma como o enredo foi desenvolvido, no “absurdo” de terem mostrado como Hannah se matou, etc. Sobre o tal “efeito Werther“… Não sou especialista no assunto nem nada, mas, poxa, não acredito que um livro, um filme, uma obra de arte, uma série… Possa impactar de maneira TÃO PROFUNDA a mente de alguém a ponto de INCITAR um ato como esse. Uma pessoa que “se inspira” em qualquer forma artística/narrativa para se matar, na minha opinião, já estava predisposta a isso.

Algumas pessoas (inclusive profissionais da saúde mental) utilizaram como base os documentos de Prevenção do Suicídio – Um Recurso para Conselheiros e de Prevenção do Suicídio: Um Manual para Profissionais da Mídia, da Organização Mundial de Saúde (OMS), para dizer que SOMENTE pessoas com perturbações/doenças mentais podem cometer suicídio. Logo, se a personagem tinha “APENAS” problemas com os colegas de escola, isso não era motivo para se matar. Gente!! Vamos aprender a ler as coisas direitinho né?? A OMS diz sim que as doenças mentais são recorrentes nesses casos, mas, há uma lista de coisas que podem funcionar como estopim. Então, esqueçam aquela “receitinha” de que suicídio SÓ ACONTECE SE… Os documentos apontam que há uma interação de fatores (biológicos, genéticos, psicológicos, sociológicos, culturais e ambientais) que influenciam o comportamento das pessoas. Em Prevenção do Suicídio – Um Recurso para Conselheiros, afirma-se que o ato de tirar a própria vida pode resultar de:

estatuto socioeconômico e nível de educação baixos; perda de emprego; stress social; problemas com o funcionamento da família, relações sociais e sistemas de apoio; trauma (tal como abuso físico e sexual); perdas pessoais; perturbações mentais e da personalidade, esquizofrenia, abuso de álcool e de substâncias; sentimentos de baixa autoestima ou de desesperança; questões de orientação sexual; comportamentos idiossincráticos (tais como estilo cognitivo e estrutura de personalidade); pouco discernimento, falta de controle da impulsividade e comportamentos autodestrutivos; poucas competências para enfrentar problemas; doença física e dor crônica; exposição ao suicídio de outras pessoas; acesso a meios para conseguir fazer-se mal; acontecimentos destrutivos e violentos (tais como guerra ou desastres).
Já deu para elencar, pelo menos, uns quatro fatores que se encaixam no perfil de Hannah Baker [essa é para quem disse que o enredo não tinha base]. Tudo isso para mostrar que NÃO É VERDADE que os indivíduos que tentam ou cometem suicídio SEMPRE possuem alguma perturbação mental. Há casos em que outros fatores (como os apresentados acima) se sobrepõem e acabam, sim, causando desordens emocionais.

 

Há inúmeros clichês relacionados ao suicídio, os quais são, inclusive, reforçados por pessoas desavisadas. Por isso, decidimos falar sobre outros dois pontos que julgamos ser relevantes, mas, te aconselhamos a ler os documentos mencionados. Afinal, informação tem de monte na internet, porém, informação de qualidade é coisa mais rara. Primeiro ponto: suicídio não é SOMENTE uma escolha, isto é, uma decisão deliberada (como pareceu ser, no caso de Hannah Baker). Em boa parte dos casos, a pessoa está aprisionada em um contexto complexo, em que as alternativas possíveis ficam “embaçadas” devido ao seu estado emocional/mental. Segundo ponto: suicídio pode parecer uma atitude impulsiva para os que estão ao redor, porém, quem o comente pode ter passado muito tempo ponderando a questão. Tanto é que certos indivíduos tentam expressar isso de maneira verbal ou comportamental – até mesmo como um pedido de ajuda.
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2- FORMAS DE APOIO: falando em pedir ajuda… apesar de muitos terem criticado, a série causou grande comoção no público e aumentou o número de pedidos de ajuda para o Centro de Valorização à Vida (dados no final do texto). Aliás, eu mesma, antes de assistir a essa produção, nem tinha conhecimento da existência do CVV. A partir do início de abril (pouco depois da estreia), os voluntários do Centro começaram a notar um crescimento na quantidade de contatos. Para vocês terem uma ideia, os e-mails diários aumentaram mais do que cinco vezes, os telefones não pararam de tocar e os acessos ao site também deram um salto. A equipe do CVV informou que várias dessas pessoas (principalmente jovens) citaram 13 Reasons Why como o que as levou a procurar ajuda. Então, por favor, menos mimimi.

Pais preocupados proibiram os filhos de assistir, psicólogos fizeram maratona para opinar [ou opinaram sem assistir mesmo], críticos, leigos… Muita gente se mobilizou para discutir um tema tão espinhoso quanto o suicídio adolescente. No fim das contas, independente do ponto de vista, acredito que falar sobre esse e tantos outros temas que a série suscita abre caminho para repensarmos comportamentos, ficarmos atentos ao outro (ao invés de só olharmos para nós mesmos) e levar mais pessoas a procurar auxílio. Nesse sentido, apesar de a divulgação da série pretender conscientizar os espectadores, de fato, como muita gente apontou, faltou indicações de acesso ao socorro (telefone, site, etc.) para quem sentisse necessidade de apoio ou ajuda assistindo a narrativa. Acredito que poderiam ter colocado algum indicativo no início ou no fim de cada episódio e não apenas mencionar no “extra”, após o último da temporada.

Outra questão importante é o pedido de ajuda real que Hannah faz ao conselheiro do colégio em que estuda. Ela deixa suas intenções muito claras e, inclusive, conta o que houve com ela (estupro, bullying, etc.), de modo que nem era necessário ser um profissional para perceber que a menina precisava de ajuda. MUITAS críticas apontaram que essa parte passaria a ideia de que buscar auxílio é perda de tempo, que não faz a menor diferença. Além disso, o conselheiro reproduz perspectivas machistas (“ahhh, mas você não queria mesmo e depois mudou de ideia?”), entre outros posicionamentos errados, também estava desatento e preocupado com ligações incessantes, ao invés de se concentrar em quem estava bem a sua frente.

Sabemos que parte do problema do comportamento suicida é justamente não conseguir falar abertamente sobre os próprios sentimentos. Talvez tenha sido uma construção infeliz nesse sentido sim, mas, também serviu para mostrar que não podemos depositar todas as fichas em uma única pessoa. Hannah tinha outras opções… Ela tinha os pais, tinha Clay, tinha a amiga que morava longe. Ela afastou essas pessoas do processo pelo qual estava passando. Pegou o conselheiro em um mau dia. Um dia, aliás, em que ela já tinha decidido fazer mal a si mesma. Ela se agarrou àquela única possibilidade e, quando não deu certo, “desistiu da vida”.

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3- HANNAH NÃO É UMA HEROÍNA: naqueles documentos da OMS que eu já mencionei, assim como em outros, existe a recomendação de que as pessoas/personagens que cometem suicídio não sejam glorificadas e/ou descritas como heroínas, isto é, que não haja qualquer sugestão no sentido de se tornarem objetos de adoração pública. O objetivo, ainda conforme os documentos, é proteger os “mais suscetíveis” para que não sejam impelidos a honrar o comportamento suicida. Algumas pessoas criticaram a série, dizendo que Hannah é retratada dessa forma e eu discordo. Inclusive, os próprios personagens fazem questionamentos nesse sentido ao longo da narrativa e acabam por chegar a conclusão de que tirar a própria vida não é a resposta. O sofrimento absurdo dos pais da garota e também daqueles que gostavam dela é ressaltado e ninguém enxerga Hannah como uma “mártir”. Em certo sentido, ela tomou uma decisão e tal decisão também teve suas consequências… A série não romantiza o suicídio dela.
4- DE QUEM É A CULPA? Como o nome da série sugere e a própria Hannah acaba enfatizando, existem 13 razões para ela ter tirado a própria vida e esse foi outro ponto de MUITA polêmica. Eu li coisas do tipo “a personagem é egoísta e vingativa”, “ela nem pensou nos pais que iam sofrer sem respostas”, “a menina arquitetou todo um plano pra destruir quem a destruiu, talvez não estivesse tão mal assim”. Assisti a série toda e estou aqui recomendando porque não acredito que o enredo aponta para a definição de culpados pela morte dela. Até pode dar essa ideia para espectadores mais desavisados, porém, a única mensagem que realmente ficou na minha cabeça foi a ideia de “efeito borboleta”, ou seja, cada ação tem uma consequência e elas são imprevisíveis. Para mim, toda a construção da trama nos faz refletir sobre como agimos com as outras pessoas, como lidamos com elas, o quanto nos importamos com quem está ao nosso lado… Não para que nos sintamos culpados, mas, para que possamos repensar tais atitudes.
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5- CENAS FORTES: não posso negar que a série é um choque de realidade. Vemos a dinâmica escolar nua e crua, com as belezas da experiência em grupo e os horrores que ela também proporciona. Os problemas que Hannah enfrenta são sérios, não “apenas zoação”. Algumas cenas são de arrepiar, de embrulhar o estômago, de ter nojo da humanidade, de ter medo de sair na rua. É forte, é explícito. Se você acha que não aguenta o tranco, ainda assim deveria ver. Penso que é importante que estejamos preparados, que possamos debater essas questões abertamente ou, no mínimo, pensar sobre elas. Ao final da temporada, a Netflix incluiu uma espécie de making off, no qual os atores e produtores falam sobre o tema, o impacto da série e até justificam algumas das decisões tomadas na abordagem. Um dos roteiristas da série, Nic Sheff, também publicou uma carta aberta na revista Vanity Fair que vale muito a pena ler. Em linhas gerais, ele defendeu a cena do suicídio de Hannah, pois acredita que ele deve ser mostrado como realmente é: algo horrível. Além disso, ele conta que a própria vida foi salva ao ser confrontado com a verdade sobre isso. Talvez todo o reboliço com as representações de estupro, suicídio, etc. venham justamente da falta de produções que toquem nesses aspectos, ou seja, não sabemos direito o que esperar, como deve ser uma narrativa audiovisual nesse sentido – ainda é um caminho que estamos “tateando”.

6- O ELENCO: a estreante Katherine Langford está ótima como protagonista. É claro que, mesmo morta, ela acaba aparecendo bastante na série porque é a narradora dos fatos e também nos envolve em um milhão de flashbacks. O que me surpreendeu foi que ela conseguiu trazer simpatia para Hannah, mesmo quando suas ações são beeeeem antipáticas e até um tanto imaturas. Sabe quando a gente fica: “não acredito que você vai fazer isso!!!” e o personagem faz a besteira? Pois é… Acontece com frequência. Ainda assim, entendemos as dores dela, nos sensibilizamos, temos até vontade de ajudá-la… Mas, infelizmente, se nem os que estavam perto conseguiram, nós, menos ainda. Outro ponto interessante é que finalmente usaram jovens de verdade para interpretar jovens, sem deixar aquela coisa forçada de costume, quando atores de 35 anos fazem adolescentes. A maior parte do elenco está na faixa dos 20 anos (apenas um ou outro está mais perto dos 30).

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7- A CONSTRUÇÃO DOS PERSONAGENS: eu não li a obra de Asher, porém, ouvi dizer que os personagens “das fitas” não são tão bem trabalhados – o foco está em Hannah. Se querem saber, eu vi isso como um ponto extremamente positivo. Cada um deles foi retratado como os humanos que são… Cheios de problemas e conflitos próprios. Seria muito fácil taxá-los como responsáveis pela morte da colega, isto é, os vilões… Enquanto a protagonista ficaria com o papel de mocinha (o que, aliás, iria contra as recomendações da OMS). No entanto, o que vemos é a construção de inúmeras camadas e a exploração de diferentes ângulos da mesma história. Ninguém é 8 ou 80. Ninguém é 100% bom ou mau, amoroso ou frio, verdadeiro ou falso, confiável ou duvidoso, altruísta ou egoísta. É claro, nada disso ajuda a justificar as ações dos colegas de Hannah, mas sim a reforçar aquela ideia que mencionamos: toda ação tem uma consequência imprevisível. Apontar culpados não é a questão, mas entender como o que aconteceu afeta cada um deles e o que farão dali em diante.

selena-gomez-on-red-carpet-13-reasons-why-tv-series-premiere-in-la-3-30-2017-18- O UNIVERSO ADOLESCENTE: uma das coisas que achei mais positivas nessa produção foi a forma como trataram as questões do universo adolescente – com atenção e respeito. Adicionaram pitadas de crítica, sem aquele tom moralizante [que acaba perdendo o sentido] e escancararam uma realidade que, infelizmente, muitos pais não querem enxergar e que muitos adolescentes não se dão conta de que fazem parte. Aqui vale um parênteses… Acredito que é importante que todos os pais assistam essa produção. Muitos podem dizer “ahhh, mas aquela é a realidade dos EUA”, contudo, lamento dizer, não é. Então, querem saber como anda ou como poderia andar a vida dos seus filhos e filhas? Dê uma olhada em 13 Reasons Why e pense no que podem fazer a respeito, juntos, como uma família. Pronto, falei, fecha parênteses! Talvez essa visão tão realista e respeitosa tenha a ver com a inclusão de Selena Gomez na equipe de produção. Não tenho certeza sobre como ela atuou e contribuiu no processo, mas, considerando sua idade (na casa dos 20 anos) e que, muito provavelmente, ela tenha vivenciado questões parecidas, acredito que sua presença tenha feito a diferença – independente de suas habilidades para desempenhar tal função serem questionáveis.
9- O CHARME DAS FITAS: esse é um recurso da narrativa. Poderia ser qualquer coisa: uma série de cartas, um diário, vídeos, etc. Porém, a escolha deixou todo o processo bem impactante. Ouvir a voz de Hannah mexe com as nossas emoções, logo no primeiro episódio… Imagine para os outros personagens, como eles devem ter se sentido ao ouvir cada uma das fitas, quando as receberam. Aliás, quem não quis dar uma chacoalhada no Clay pra ver se aquele menino não ouvia tudo logo de uma vez? Os nervos ficam a flor da pele! E os dele também… O garoto mostra como cada gravação atormenta suas emoções (e, por vezes, sua sanidade), ainda mais no caso dele, que tinha sentimentos românticos por Hannah. Essa fragilidade nos ajuda a criar uma identificação instantânea com o personagem (a qual se mantém e evolui para uma forte empatia ao longo da série).
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10- DÁ PARA MARATONAR? Falando com toda a sinceridade to mundo… Maratonas, assim, de um dia… Acredito que não. Alguns episódios são bem longos (pouco mais de 50 minutos) e os temas são bem fortes. Então, apesar da vontade imensa de saber tudo o que vai acontecer, há momentos em que precisamos de uma “trégua” para o coração dar uma desacelerada. Além disso, penso que seja até importante para absorvemos e refletirmos com cuidado sobre cada situação explorada. É o tipo de série que exige “entrega” e não dá para fazer isso se a sua maior preocupação é chegar ao fim. Eu assisti em menos de uma semana, uns três episódios por dia e foi uma experiência ótima. Melhor ainda quando se tem alguém para assistir junto e comentar cada detalhe.
11- O CRUSH JÁ ERA: é muuuuuito estranho shippar um casal que você sabe que não poderá ficar junto. NUNCA, NUNQUINHA mesmo. Conforme conhecemos a história de Hannah, mas também temos acesso às lembranças de Clay, ficamos torcendo para se entenderem. Ele é um garoto do tipo raro de se encontrar e ela também é pra lá de singular. São fofos juntos. O modo como conversam, com piadinhas internas, frases que se complementam, tiradas espirituosas… É uma graça. Maaaas, magia à parte, não importa o quanto você torça por isso, it’s not gonna happen. Afinal, Hannah não mudou de cidade ou namora outra pessoa… Nada reversível assim. Ela se matou. Ela não vai voltar. Como superar isso? Espero que Clay dê conta de viver um segundo amor e que, dessa vez, ele faça o favor de não entregar as pontas.
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12- O OLHAR DE HANNAH: se eu precisasse dizer algo que me incomodou na série, seria a falta da perspectiva de Hannah Baker. Temos a voz dela, os fatos narrados por ela, conhecemos seu ambiente, seus “amigos”, tudo de bom e de ruim que ela vivenciou… Porém, conforme ela passa por uma infinidade de maus bocados, não sabemos exatamente o que ela está sentindo. Nas fitas, ela fala de um jeito mais irônico, envolvente e cheio de mistério… Mas, não pude deixar de questionar o que ela diria sem as amarras de uma “produção em áudio”. Se tivesse conseguido se abrir com os pais, uma amiga ou com Clay, o que teria saído? Temos a construção linear e racional que ela engendrou, mas não temos a confusão que certamente assolava o seu coração.

13- A HISTÓRIA NÃO ACABA: quem assistiu 13 Reasons Why sabe que o último episódio da série deixou várias perguntas sem respostas, diversas pontas soltas e margem para explorar muitas outras narrativas. Algumas delas envolvem Alex (Miles Heizer). Não sabemos o que aconteceu com ele direito, apenas que ele deu um tiro na cabeça e está no hospital. Mas por que, poucas cenas antes, mostraram Tyler (Devin Druid) comprando uma arma, depois recolhendo uma das fotos que havia tirado de Alex e, ainda, fechando uma mala com um arsenal de armas? Há muito o que se fazer em uma segunda temporada e, certamente, teremos acesso a ela muito em breve.

É isso, gente! Sei que perdi um pouco o timing da postagem… Juro que assisti na semana do lançamento e logo já comecei o texto, mas, acabei me enrolando pra publicar. Espero que tenham gostado e que continuemos tratando esses temas espinhosos com o devido respeito, sem deixar de discuti-los.

>> ONDE BUSCAR AJUDA <<

Centro de Valorização da Vida (ONG)
Oferece auxílio/apoio por telefone, chat, skype, e-mail e presencialmente.
Telefone: 141 (24 horas, para todo o país).
Site: www.cvv.org.br
Fanpage: facebook.com/cvv141

Imagem relacionadaCriação: Brian Yorkey

Produção: Paramount Television, July Moon Productions e Netflix

Produtores: Brian Yorkey, Selena Gomez e outros

Distribuição: Netflix

Gênero: Drama adolescente / Mistério

Origem: Estados Unidos

Adaptação de: livro homônimo, escrito por Jay Asher e publicado em 2007

Status: em processo de renovação

Duração: 2017-

Temporadas: 1

Episódios: 13

Stars: 4,5

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