Essa eu preciso te contar

nao_conte_a_ninguemUma leitura antiga, mas que vale a pena ser compartilhada. Sou suspeita neste caso porque adoro mistério, suspense, romances policiais… Tudo que tem a ver com investigação, já começa com 80% de chance de me agradar. Não sei vocês, mas acho o máximo aquele frio na barriga, a ansiedade para ligar todos os pontos e o encantamento que uma trama bem escrita pode gerar ao final da última página.

Harlan Coben é um autor norte-americano que, basicamente, só escreveu títulos nesse sentido. As suas histórias costumam tratar de casos não resolvidos no passado, tais como homicídios e acidentes fatais. Ele começou a escrever na década de 1990 e foi o primeiro escritor a receber os prêmios Edgar, Shamus e Anthony. Até 2001, dedicou sua criatividade a uma série de suspense com o personagem Myron Bolitar, mas naquele ano lançou o primeiro título independente da referida série, chamado “Não conte a ninguém”. Este é, por acaso [ou não], o objeto desta postagem.

Em linhas gerais, o que acontece é o seguinte: a esposa (Elizabeth) do Dr. David Beck foi raptada quando eles comemoravam o aniversário do primeiro beijo. Até onde se sabe, a Sra. Beck teria sido brutalmente assassinada por um serial killer, enquanto o marido estava inconsciente no lago, após um golpe. Aos trancos e barrancos, ele segue em frente por oito anos, até que o caso é remexido. A polícia encontra novas evidências, bem relevantes: dois corpos e um taco de baseball, usado para nocautear David, enterrados próximo ao local do crime. O médico também recebe um email misterioso que, pasme, parecia ser coisa de sua falecida esposa. Essas novidades norteiam o restante do livro e, claro, nos permitem considerar a possibilidade de Elizabeth estar viva. Além disso, David passa a ser suspeito do homicídio.

Eu não quero ser estraga prazeres, por isso, não vou contar o desenrolar do mistério. Até porque… O próprio Coben me pediu para não contar a ninguém, seria deselegante desobedecer o autor né? [risos] O que posso dizer é que, se você se interessar e começar a leitura, não vai conseguir parar. O livro te amarra e te prende numa sala, sem água, comida ou banheiro, até terminar. Você vai chorar, rir, se surpreender e até se assustar de vez em quando. Como são 250 páginas (minhas edição, de 2009), dá pra ler rapidinho, dependendo da sua disponibilidade.

Minha única crítica é a respeito da trama ser ambiciosa demais. São tantas brechas, percalços, encontros e desencontros, situações para desvendar, personagens aparecendo… Você fica cheio de dúvidas e, confesso, nem sempre é fácil acompanhar o raciocínio. Quando eu estava chegando ao final, percebi que restavam poucas páginas e me questionei se Harlan Coben daria conta de responder a tudo em tempo. Infelizmente, isso não aconteceu. O principal, óbvio, ficou claro como água. Contudo, saí com umas pulgas atrás da orelha. Se você leu e discorda de mim, pois conseguiu juntar todas as pontas soltas… Please, conta tudo [mesmo não podendo]!

coben-livro

Autor: Harlan Coben

Editora: Arqueiro

Páginas: 319

Edição: 2009

Idioma: Português

Acabamento: Brochura

I.S.B.N.: 978.859.929.651.6

Stars: 4

Ahhh… E para quem gosta de uma adaptação… Aí está o link do trailer de “Não conte a ninguém” na versão cinematográfica. Eu não assisti [ainda], mas é uma produção francesa, dirigida por Guillaume Canet e lançada em 2006. O filme ganhou o Prêmio Lumière na categoria “Melhor fotografia” e foi indicado a nove Césars (Oscar Francês), no qual ganhou quatro. Há rumores de que esteja sendo produzido um remake, mas não há nada oficial a respeito.

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