A música que vive em nós

cute-couples-tumblrcute-couple-tumblr-we-heart-it-kpdgvollA música faz parte do cotidiano das pessoas. Ela está presente nas comemorações, nos fones de ouvido enquanto caminham pelas ruas, na limpeza da casa no final de semana, no jantar especial com o namorado e até nas lojas do comércio. Qualquer hora é hora de ouvir os ritmos que mais gostam. A doutora em Biologia Celular, Débora Santana, defende que a música tem o poder de influenciar o humor, ampliar habilidades e estimular o cérebro em diversos sentidos.

A pesquisa de Débora, desenvolvida na Universidade Estadual de Maringá (UEM), mostra que existe uma relação entre a música e o cérebro. “Os ritmos musicais influenciam no desenvolvimento da memória, no raciocínio lógico e até na habilidade motora. Por conta disso, traz benefícios para a vida cotidiana”. De acordo com ela, até mesmo animais e células respondem aos estímulos musicais.

O estudo também aponta que a música ativa áreas relacionadas à emoção e pode até ser mais poderosa do que as palavras, porque não passa por um filtro racional. “Costumo dizer que lembramos mais daquilo que nos toca, tanto para o bem quanto para o mal. Como estamos cercados de música por todos os lados, ela marca momentos importantes da nossa história e, por isso, chega a áreas profundas”, explica a pesquisadora.

A doutora em Biologia Celular não é a primeira a seguir nessa linha. Cientistas da Northwestern University reuniram dados sobre o aprendizado musical no cérebro humano e o neurologista Mauro Muszkat, da Universidade Federal Paulista de Medicina, pesquisou as alterações elétricas no cérebro de pacientes ao escutarem música. Os estudos nessa área são antigos e começaram ainda em 1993, na Universidade da Califórnia com o físico Gordon Shaw e Frances Rauscher, pesquisadores em desenvolvimento cognitivo. Eles estudaram os efeitos produzidos em alguns estudantes universitários quando escutavam os primeiros 10 minutos da Sonata para Dois Pianos em Ré Maior de Mozart.

O maestro e compositor Rael Toffolo afirma que as pessoas estimuladas por uma educação musical podem desenvolver habilidades cerebrais diferenciadas. Isso porque, segundo ele, o estudo dessa arte implica no trabalho com uma linguagem abstrata e tal desafio traz benefícios práticos. “O resultado disso é o aumento no tempo de concentração, foco e raciocínio lógico mais apurado. Ou seja, amplia a capacidade cognitiva e de percepção”. Débora Santana ainda complementa que o cérebro reconhece as estruturas musicas mesmo quando o indivíduo nunca estudou música. “Na nossa cultura, ritmos mais lentos causam tristeza, relaxamento e os mais rápidos podem causar alegria, inquietação e até irritabilidade”. Ela também concorda que o contato com ritmos alternados e diferentes estimula o aprendizado de uma nova linguagem. “A música é uma língua e quem experimenta os sons de maneira ampla, ganha conhecimento no sentido de estimular diferentes áreas do cérebro e acaba levando isso para a vida”.

*Esta matéria foi publicada no jornal Hoje Notícias em junho 2013. Tenho postado aqui um pouco do meu trabalho profissional. Espero que estejam gostando. Foram feiras algumas alterações para se adequar à proposta do blog.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Karen Carmelo disse:

    Adorei esse texto!!! Estou me formando em Música – Licenciatura. Rael Toffolo foi meu professor. =) Mais uma vez, parabéns Natália.

    1. Natália Barros disse:

      Fico muito contente por recebê-la aqui no blog, Karen.Obrigada por acompanhar meu trabalho… E tenho certeza que seu caminho na música será repleto de sucesso!

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