Número de celular agora é automatizado

tumblr_lk4qycvNDD1qg60ado1_400_largeComprou um chip novo e quer escolher o número mais fácil de decorar? Agora isso só é possível se você for até a loja da operadora. Há cerca de dois meses, a TIM, a Oi e a Vivo resolveram seguir os passos da Claro e gerar os números de maneira automatizada. Só quando o cliente ativa o chip, descobre a combinação. A prática já atingiu até as versões micro e nano. Então, não dá para escapar.

É comum querer facilidades. Por isso, muita gente prefere descartar os números mais truncados ou que não são de fácil memorização e priorizar aqueles mais simples e até os que têm algum valor sentimental. Uma estudante, que não quis se identificar, conta que encontrou um telefone em que a soma dos quatro primeiros dígitos era igual a sua data de casamento. “Não troco esse por nada, ainda mais agora que não tenho mais o direito de escolher.”

A reportagem entrou em contato com atendentes das três operadoras citadas e todas apontaram que a escolha ainda pode ser feita, mas apenas na loja. A única delas que cobra valor adicional pelo serviço é a TIM. São R$ 20, além do que é pago pelo chip. Na Vivo, a pessoa só pode ter acesso aos quatro últimos dígitos. O mesmo procedimento é utilizado pela Oi, com o diferencial que só os clientes de pós-pago têm esse direito.

Conforme a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), todas as operadoras têm o dever de oferecer recursos de numeração eficientes, mas não são obrigadas a mostrar as combinações. Além disso, podem cobrar taxa adicional pela escolha e o valor é determinado pela própria empresa, ou seja, não existe uma tabela.

“Todo serviço diferenciado pode ser cobrado à parte”, explica o diretor do Procon de Maringá, João Luiz Agner Regiani. Segundo ele, o sistema automatizado é importante para não beneficiar apenas algumas pessoas e evitar o acúmulo de números inutilizados. “Essa história de escolher número de telefone ou placa de carro, não faz sentido. Alguém vai precisar ficar com o que ninguém quer. Se preferir ter privilégios, terá que pagar por isso, é o justo.”

*Esta matéria foi veiculada no jornal Hoje Notícias, em maio deste ano. A ideia é compartilhar com vocês um pouco do meu trabalho profissional.

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