Reclamar pode fazer bem

dinheiro-deusEu li uma notícia no UOL, que me fez parar para pensar. O texto conta que um nova-iorquino pediu à Justiça dos Estados Unidos a maior indenização já exigida na história. Sem falar que a quantia também é equivalente a mais dinheiro do que circula no planeta: US$ 2 undecilhões (você sabe o que isso significa? nem eu). Claro que o judiciário ainda fará seus próprios cálculos, investigações e, caso Anton Purisima tenha direitos, será ressarcido com a quantia que lhe cabe.

Sabemos que os norte-americanos são campeões em processos judiciais. Se nós brasileiros temos a certeza da impunidade, eles estão certos do contrário. Não apenas exigem seus direitos, como cobram que tudo esteja em ordem e têm disposição para enfrentar os tribunais, sempre que julgam necessário. Enquanto isso, reclamamos para o vizinho, para a colega da academia, para a amiga do trabalho… Raramente entramos com ações. Lembro das aulas de Fotojornalismo, quando discutimos o direito autoral. O professor comentou que muitos fotógrafos que ele conhece acham graça, quando ele exige seus créditos e o pagamento adequado pelo seu trabalho.

Quantas vezes deixamos passar situações erradas por não conhecer a legislação ou não querer gastar dinheiro? Afinal, a justiça brasileira é lenta e falha. É por conta desse discurso estabelecido, que não corremos atrás. Nesse sentido, temos dois problemas: uma sociedade que não exerce seu papel de cidadã por ignorância e setores que se aproveitam disso. Talvez, se tivéssemos a disposição e o esclarecimento constitucional dos norte-americanos (e também de outras nacionalidades), nosso país caminharia melhor.

Não podemos esquecer que a política é reflexo de uma sociedade. Se os vereadores, deputados, prefeitos, governadores, senadores, ministros e a então presidente não cumprem com o seu dever, estão envolvidos em esquemas de corrupção, não atendem as demandas do povo… É hora de dar uma olhada em nós mesmos. Afinal, foi daqui que eles saíram. Somos o “homem cordial” de Sérgio Buarque de Holanda. Somos o estopim, a base do iceberg. Se o quadro é ruim lá em cima, significa que a sustentação não é muito diferente. 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s