Sem perder a autonomia

alone-black-and-white-fashion-girl-h3rsmile-tumblr-com-jewellery-favim-com-55756Ser muito dependente pode ser um problema. Se o relacionamento acaba, ficamos sem norte, sem direção. O outro vai embora e leva tudo. Não apenas as malas, mas uma parte de nós. Nessa hora, nos vemos mais que sozinhos, ficamos sem saber para onde ir, o que fazer. Temos dificuldades para pagar as contas, ir ao mercado, não conseguimos nem mesmo dormir. Precisamos do outro. No entanto, é importante ter disposição para assumir as novas responsabilidades e seguir em frente.

Uma relação é feita de troca. Um ama e o outro ama de volta. Um ensina uma coisa e o outro ensina também. Um faz a comida e o outro lava os pratos. Um leva as crianças à escola e o outro busca. Um lava a roupa e o outro passa. Um cai e o outro ajuda a levantar. Quando estamos em um relacionamento, deixamos de fazer tudo sozinhos e passamos a fazer em dupla. Facilita, é bom e ainda beneficia ambos. O problema é que, as vezes, a gente se acomoda e deixa que o outro faça tudo por nós.

Se ele tem mais tempo para pagar as contas, não tem problema que faça isso. Se ela gosta de ir ao mercado, de lavar a roupa, cozinhar, buscar e levar as crianças, tudo bem. Se ele cuida da organização da casa perfeitamente, não há motivo para se atrever. Embora receber o cuidado do outro seja ótimo e até necessário, não podemos abrir mão de tudo, a ponto de perdermos a nossa autonomia. Se ele for embora, não saberei pagar as contas? Se ela for, quem vai cozinhar? É importante estar preparado para lidar com isso. É necessário saber se virar. O outro nem sempre estará por perto.

Terminar um relacionamento já é doloroso. Olhar para si e se descobrir dependente, é pior ainda. É como voltar a ser criança e precisar dos adultos para fazer as coisas mais importantes. A diferença é que não lidamos tão bem com isso. Nos sentimos impotentes, sem controle da própria existência. Por isso, não devemos deixar chegar a esse ponto. Temos que cuidar do outro, mas também cuidar de nós. Temos que deixar que o parceiro ou a parceira faça mimos, mas também é importante dar conta de resolver a vida sozinho. Assim, se acabar, teremos mais chances de passar pelo processo de cabeça erguida.

 

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