Casamento é para poucos

casamento é para poucosO casamento não é mais valorizado. A moda é morar junto, fazer um teste e arrumar as malas, caso não dê certo. As pessoas entram no relacionamento já com a garantia de que podem ir embora a qualquer momento. E se resolvem assinar os papéis que selam a união… Agem como se eles não passassem de um contrato, que pode ser desfeito diante da primeira dificuldade. As pessoas pensam demais em dinheiro e se esquecem do que realmente importa. Quem casa hoje não tem a mesma perspectiva de “para sempre”, como se tinha antigamente.

Meus bisavós foram casados por 62 anos. É uma longa jornada, se pensarmos bem. Imagina acordar olhando para o mesmo rosto, lidar com as mesmas manias, brigar pelas mesmas coisas, todos os dias, por mais de 60 anos? As vezes, me pergunto se os casais de hoje têm a mesma disposição. Afinal, é de se pensar que em tanto tempo de união, enfrenta-se uma série de dificuldades. Como problemas financeiros, filhos e as próprias questões cotidianas. Viver junto não é fácil.

A pessoa com quem resolvemos nos casar talvez seja a representação mais viva da nossa própria personalidade. O cônjuge se torna o espelho mais brilhante possível, que reflete para o mundo o nosso individualismo emocional. Afinal de contas, não existe escolha mais íntima do que a pessoa com quem vamos nos casar; em grande parte, essa escolha nos diz quem somos. (Elizabeth Gilbert)

Essa descoberta diária de nós mesmos e do outro exige esforço, concentração e muita disposição. Mas desde que o (a) parceiro (a) seja a prioridade, o resto todo se ajeita. No casamento, é necessário renunciar, sacrificar desejos e estabelecer algumas bases como sinceridade, fidelidade e os compromissos do casal. Acredito que ambos precisam ter em mente suas expectativas e discuti-las com quem ama. Só assim será possível ficar claro o que se espera desse alguém e aonde se quer chegar. É preciso estruturar o relacionamento e estar disposto a batalhar por ele diariamente. Casamento para mim, é uma mistura de inúmeras atitudes para fazer valer o desejo de uma vida compartilhada, a construção de um “para sempre”.

É preciso acreditar no que se promete para que a promessa tenha alguma importância. (Elizabeth Gilbert)

Não basta prometer diante de um padre, pastor ou juiz; na frente dos familiares e amigos que vai amar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da vida até que a morte os separe. A união de um casal vai além das promessas. É necessário se comprometer todos os dias com o objetivo de fazer dar certo, mesmo diante dos problemas. É preciso se doar mais, ainda que seja com uma surpresa simples no final do dia, um almoço especial durante a semana, um presente fora de hora, um abraço apertado antes do trabalho. Para viver um matrimônio duradouro, como o dos meus bisavós, é preciso pensar mais nele (a), no relacionamento e no que é melhor para ambos, do que apenas em si mesmo. Poucas pessoas têm essa capacidade.

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