A moda nossa de cada dia

Não é preciso mostrar nada para estar elegante.
Não é preciso mostrar nada para estar elegante.

A moda é cheia de vai e vens. Uma hora o roxo está em alta, na outra é o vermelho. Shorts com pedras, jeans rasgado, camiseta manchada. Cintura alta, depois baixa. No entanto, em meio a todas essas mudanças, há uma tendência que parece ter vindo para ficar: mais pele e menos tecido. Você vai às ruas e tudo que vê são pernas, bundas, seios, braços… Tudo à mostra. E isso tem atingido todas as idades. São crianças, adolescentes e até mulheres maduras.

Fui às compras de Natal. A ideia era encontrar uma blusa nova para usar no dia 24. Foi um terror. Olhei várias vitrines e entrei em duas lojas. Muito brilho, muita transparência, pouco tecido e valores bem altos. O fato é que as opções para quem não quer seguir a moda são limitadíssimas. O mercado quer vender, lucrar. Se todos estão usando, é o que vão oferecer. E não estão errados. Até porque o percentual de mulheres que ainda usam o bom senso para se vestir é bem menor. Então, eles continuam apostando na tendência mais… Vulgar (não existe outra palavra para descrever).

A lógica está tão enraizada nas mulheres de hoje que a maioria nem se dá conta. Percebem apenas aquelas que não querem seguir o padrão atual. Vemos vestidos cada vez mais distantes do joelho e próximos ao bumbum; shorts que mais parecem calcinhas; blusas que mais parecem sutiãs. A verdade é que as mulheres hoje têm saído de casa como se estivessem a caminho da praia ou da própria cama. Não existe mais elegância em estar bem vestida. Elegante agora é sair mostrando tudo. E quanto mais melhor.

Falta pano, bom senso, consciência. Mas o que falta mesmo é se valorizar. O que essas mulheres que seguem a tendência atual talvez não estejam percebendo é que estão perdendo o valor. O corpo e a mente são as únicas coisas das quais temos controle. Controle real. Se perdemos isso, o que nos resta? Se estamos a mercê do comportamento massificado, onde foi parar a nossa individualidade? Se não nos resguardamos, não nos importamos com aquilo que temos de mais precioso, quem vai se importar?

Ouço amigas reclamando das abordagens que recebem, mas suas roupas não condizem com o discurso. A lógica é a mesma das fotos e publicações no Facebook. Se você abre sua vida inteira na rede social, qualquer um tem o direito de se meter ou palpitar. Então, se você sai de casa praticamente nua, os homens estão no direito deles de abordar, cantar, chamar. Se deseja ser respeitada, respeite-se primeiro. Assuma a postura que deseja que os outros tenham com você.

Ps. A ideia do texto não é dar lição de moral em ninguém. Não sou exemplo e nem quero ser. O objetivo é apenas compartilhar pensamentos e incitar a reflexão. Sei que existem muitas mulheres que não se encaixam no perfil que eu descrevi. Também sei que há muitas mulheres decentes, que apenas estão perdidas, seguindo a onda que se instalou.  É claro que com um pouco de persistência dá para encontrar peças que se encaixam com um estilo mais “sério”. Bem que podia ser mais fácil, né?

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